Os ícones do céu do sul
Quem observa do hemisfério sul tem acesso a objetos que o norte nunca vê — ou vê com dificuldade. O Cruzeiro do Sul, as Nuvens de Magalhães, Ômega Centauri e a Nebulosa de Carina estão entre os alvos mais ricos do céu, e todos são visíveis a olho nu ou em binóculo a partir do Brasil.
Cruzeiro do Sul
Crux
A menor das 88 constelações da IAU, formada por 5 estrelas brilhantes — Acrux, Mimosa, Gacrux, Imai e Ginan. O eixo maior aponta para o polo sul celeste.
Como observar
Visível o ano todo do Brasil, alto no céu entre março e julho. Para achar o sul geográfico, prolongue 4,5 vezes o eixo Acrux→Gacrux a partir de Gacrux.
Fonte: IAU · Stellarium
Ver ficha →Alfa Centauri
Centaurus
Sistema estelar triplo na constelação do Centauro — o sistema estelar mais próximo do Sol (4,37 anos-luz). A componente C, Proxima Centauri, é a estrela mais próxima individualmente.
Como observar
Visível a olho nu como uma estrela amarelada brilhante, ao lado de Hadar (Beta Centauri), apontando para o Cruzeiro do Sul.
Fonte: ESO · NASA
Ver ficha →Ômega Centauri (NGC 5139)
Centaurus
O maior e mais brilhante aglomerado globular do céu, com cerca de 10 milhões de estrelas concentradas num diâmetro aparente similar ao da Lua cheia.
Como observar
Visível a olho nu como uma 'estrela difusa' em céu escuro. Em binóculo já parece uma bola algodonada; em telescópio amador, resolve estrelas individuais nas bordas.
Fonte: ESO · NASA HST
Ver ficha →Grande Nuvem de Magalhães
Dorado / Mensa
Galáxia satélite da Via Láctea, a 163.000 anos-luz da Terra. Tem cerca de 1/100 da massa da nossa galáxia e é o lar da Nebulosa da Tarântula (30 Doradus).
Como observar
Visível a olho nu como uma mancha difusa de uns 6° no céu (mais larga que 10 luas cheias enfileiradas). Mais alta entre setembro e março no Sul do Brasil.
Fonte: ESO · NASA
Ver ficha →Pequena Nuvem de Magalhães
Tucana
A 200.000 anos-luz, é a segunda galáxia satélite mais próxima da Via Láctea visível a olho nu — junto da Grande Nuvem, forma um par único do céu sul.
Como observar
Visível a olho nu em céu escuro como uma mancha difusa de 3-4°. Ao lado dela aparece o 47 Tucanae, segundo aglomerado globular mais brilhante do céu.
Fonte: ESO · NASA
Ver ficha →47 Tucanae (NGC 104)
Tucana
Segundo aglomerado globular mais brilhante do céu, depois de Ômega Centauri. Tem cerca de um milhão de estrelas comprimidas em 120 anos-luz de diâmetro.
Como observar
Visível a olho nu ao lado da Pequena Nuvem de Magalhães em céu escuro. Em binóculo aparece como uma bola compacta — telescópio amador resolve estrelas no halo.
Fonte: ESO · NASA HST
Ver ficha →Nebulosa de Carina (NGC 3372)
Carina
Nebulosa de emissão a 7.500 anos-luz, quatro vezes maior que a Nebulosa de Órion. Abriga a estrela hipergigante instável Eta Carinae, que pode explodir como supernova.
Como observar
Visível a olho nu em céu escuro como uma região mais brilhante da Via Láctea. Em binóculo, mostra-se como uma faixa difusa com estrelas brilhantes embutidas.
Fonte: ESO · NASA HST
Ver ficha →Centaurus A (NGC 5128)
Centaurus
Galáxia ativa peculiar a 12 milhões de anos-luz, com um buraco negro supermassivo no centro que emite jatos de rádio. Faixa escura de poeira característica.
Como observar
Visível em binóculo 10×50 como mancha oval. Em telescópio de 150 mm+, a faixa de poeira começa a aparecer. Alvo clássico de astrofotografia do sul.
Fonte: ESO VLT
Ver ficha →Magnitudes oficiais da IAU e do SIMBAD. Cada ficha traz como observar, melhor época e que equipamento usar.